Este texto não é sobre mim, mas sobre algo que descobri esta semana, neste constante apreender que é dar aula, sempre que tinha algum comentário racista, machista, homofóbico, xenofóbico, preconceituo, eu levava o aluno para fora e explicava o que ele havia feito, ficava minutos explicando, o que parece bom, mas me dei conta de algo muito grave que fazia, tirava o protagonismo dos(as) alunos(as), sobretudo daqueles que já havia uma consciência sobre o tema.
Esta semana tive uma luz na sala do 8° ano, (Eureka), e resolvi levar uma aluna para falar sobre as ofensas machistas que um aluno fez (do lado de fora da sala), OMG, mudou meu mundo, juro para vocês, ela explicou de forma tranquila, que ele não pode chamar a amiga de "piranha", porque você está ofendendo ela pelo fato dela ser mulher, Karine Baboni sambou (beijo sua linda) e o aluno saiu satisfeito com a explicação.
Sim é simples é pontual, mas é um importante avanço que tive no meu 5º ano dando aula, mas como acho que este exemplo pode servir para outras pessoas, resolvi compartilhar, usem alunos mediadores, eu usava em aspectos pedagógicos-didáticos, mas agora vou passar a usar neste também, sobre apreende todos os dias.
Sim este texto vai ser curto , mas quero terminar com alguns questionamentos e afirmações:
1º Jamais chame atenção de seus alunos na frente dos outros (exceto em questões pontuais e caso seja para sala inteira)
2° Se não foi você que sofreu preconceito, porque você precisa explicar o preconceito? será que não posso usar um aluno mediador?
3º Na ausência de uma pessoa que possa mediar é obrigação do educador esclarecer o preconceito
4° Você não está perdendo tempo de aula, você está educando .


